sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

CADERNOS DE DESENHO – 44

DÉCADA DE 80









































      Ano: 1982



O ENSINO DA ARTE

[…] Na minha opinião, existem dois tipos principais de justificações para o ensino da arte. O primeiro tipo sublinha as consequências instrumentais da arte no trabalho e utiliza as necessidades concretas dos estudantes ou da sociedade como base principal para confirmar os seus objectivos. Este tipo de justificação denomina-se contextualista.
       O segundo tipo de justificação destaca o tipo de contribuição à experiência e ao conhecimento humanos que só a arte pode oferecer; acentua o que a arte tem de próprio e único. Este tipo de justificação denomina-se essencialista ."

Autor: Elliot W. Eisner (1933-)   "Educating artistic vision"



Olá Pulmão, saudações e até sempre,

Quintino Sebastião

Estoril, 17 de Fevereiro de 2012


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

CADERNOS DE DESENHO – 43

DÉCADA DE 80























































       Ano: 1981



UM GESTO EXTRESSIVO…

[…] Desenhar é o mesmo que fazer um gesto expressivo,
       com a vantagem da permanência.”

Autor: Henri Matisse (1869-1954)




Olá Pulmão, saudações e até sempre,

Quintino Sebastião

PBA, 10 de Fevereiro de 2012

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

CADERNOS DE DESENHO – 42

DÉCADA DE 80












































    Ano: 1981




DIZER O QUE PENSO

[…] é através do desenho que tenho total liberdade
        de fazer o que quero e de dizer o que penso”

Autor: Paula Rego




Olá Pulmão, saudações e até sempre,

Quintino Sebastião

PBA, 3 de Fevereiro de 2012

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

CADERNOS DE DESENHO – 41

DÉCADA DE 80














































                    Ano: 1981




O MESTRE  - IV   (continuação)

[…] Tenho falado em vitalidade e é
tempo de acrescentar que só a enten-
do quando existe a noção do ritmo.
Cada ser humano possui o seu próprio
rítmo. Felizmente!... Não será difícil
entender-se a possibilidade de tradu-
zir através do desenho o ritmo de
um modo particular de andar, se nós
reconhecermos nele as pessoas sem as ver.
O mesmo acontece com a expressão
escrita ou oral. E o campo é vasto.
No acto criativo – que é um outro
campo – o desenho pode assumir-se
como um princípio susceptível
de uma análise interdisciplinar.
Repare-se numa pauta musical.
Veja-se e tome-se como única referência
a sua escrita que o mesmo é dizer, o
seu desenho. No “Bolero” de Ravel
ela não deixa de ser, só por si, expressi-
va na insistência da obliquidade
e pela repentina mudança de tom
num momento de clímax.
Repare-se, ainda na pauta demonstra-
tiva da génese da “Heróica” de
Beethoven. Aí pode ver-se (como
um esboço de desenho) que uma
hesitação de continuidade na linha
melódica o leva a interromper um
discurso para retomar posteriormente
determinada frase.
O mesmo acontece com as demais
construções criativas pelo que posso
concluir que o desenho – encarado
no seu amplo e justo sentido –
é revelador de um sustentáculo
que não deve ser menosprezado.
O desenho, é sempre o “responsável”
do desaire ou do êxito de qualquer
obra criativa.
Termino dizendo confessadamente
que muito mais ficou por afirmar.
Para quando?...   FIM

Valbom, Julho de 1993

Autor: Júlio Resende (1917-2011)





Olá Pulmão, saudações e até sempre,

Quintino Sebastião

PBA, 27 de Janeiro de 2012

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

CADERNOS DE DESENHO – 40

DÉCADA DE 80







































































      Ano: 1981



O MESTRE – III   (continuação)


[…] O retorno aos primeiros gestos,
já aviltados em nome do “bom-senso”
seria um saudável reencontro com o
nosso íntimo.
Dizendo isto pretendo afirmar que a
pureza não é nem pode ser confun-
dida com a ingenuidade, como
frequentemente se pretende fazer
crer. Etimologicamente, só a
ignorância ou a má-fé aceitariam
semelhante analogia.
“Não tenho geito para o desenho!”
Uma confissão frequente.
“É fácil desenhar?”, uma pergunta
que não sendo tão frequente baila
no íntimo das pessoas. Dúvida que
tantas vezes legitimamente se coloca…
O difícil é afirmarmos o confessá-
vel e o inconfessável quando nada
mais nos resta que o lápis e o papel.
Mas isso é quanto basta.
No meu entender o conceito do desenho
pode ser encarado num mais
vasto campo, e não exclusivo às artes
visuais.
No fundo, todas as espécies da Natu-
reza são reconhecidas nas formas
que as distinguem e pelo comporta-
mento que as vitalizam, através de
uma espécie de “desenho”.
No homem acontece exactamente o mesmo
ainda que ele seja um ser pensante.
De resto o desenho e o pensamento
só o são quando de mãos-dadas.”   (continua)


Valbom, Julho de 1993
Autor: Júlio Resende (1917-2011)





Olá Pulmão, saudações e até sempre,

Quintino Sebastião

PBA, 20 de Janeiro de 2012